Raze e a representatividade esquecida nos games

10/08/2020

Conhecida como a primeira agente brasileira no Valorant, Raze carrega consigo a representatividade de ser mulhernegra e baiana. Tamanha representativa se tornou de suma importância em uma indústria predominantemente branca a qual raramente apresenta novidades em seus personagens. A mulher normalmente é sexualizada de formas desnecessárias e totalmente irrelevantes para o contexto do jogo e quando isso não ocorre, dificilmente é aceita pelo vasto público de jogos online.

Ao contrário de todos os estigmas, Raze se destacou pelo seu papel que buscou ser totalmente fiel a suas raízes com frases típicas e dialetos baianos cheios de significados como “Vou brocar” que mais tarde, foi explicado em um vídeo feito pela própria desenvolvedora do jogo como uma expressão para “Botar para quebrar”. 

Como qualquer agente, Raze recebeu também algumas críticas nas redes sociais sobre seu sotaque considerado por muitos exagerado e por sua figura ser demonstrada de forma caricata justamente como todo ou quase todo personagem nordestino é representado em séries, novelas, filmes e atualmente nos jogos online.

Mesmo com todas as reclamações da comunidade, pode-se dizer que a Raze faz parte de uma grande mudança que finalmente chega ao mundo dos games: a representatividade, que faz com que os jogadores possam finalmente se identificar com personagens dos jogos que eles amam.

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Lissa, redatora da Sakuras Esports
Texto escrito por “Lissa”

Redatora da Sakuras Esports. 18 anos, taurina, estudante de jornalismo e mono jinx afundada.

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