Semana Gamer Julho: To the Moon

Conheça um pouco mais sobre esse RPG indie que completa dez anos em 2021!

Uma vez por mês, a Sakuras dedicará uma semana inteira para falar sobre um jogo. Por 7 dias em nossas redes sociais, você poderá conferir informações e curiosidades de jogos especialmente escolhidos pelas nossas redatoras e, no fim, ainda pode conferir o compilado da semana no nosso site!

O jogo do mês de julho é To the Moon, um RPG de ficção científica e o primeiro jogo da desenvolvedora indie Freebird Games. O jogo está disponível para Nintendo Switch, Android, iOS, Microsoft Windows, macOS e Linux, seu preço na Steam é R$17,00 e no Android R$16,00, mas ele constantemente entra em promoção, então vale a pena colocar na lista de desejos e ficar atento as notificações de promoção, você consegue adquirir até por R$5,00. Além disso, 50% do lucro das vendas são destinados a instituições que pesquisam o autismo,  então não tem desculpa para não jogar!

To the Moon vai completar dez anos em novembro e foi feito no RPG Maker, todo em 16 bits. Cada cenário dessa aventura é digno de ser admirado e rico em detalhes, todos os elementos do jogo conversam entre si para uma experiência imersiva e, devo adiantar, cheia de emoção. Ele tem a duração de quatro horas e meia, mas caso você tenha dificuldade com puzzles, consegue fechar em sete horas e meia, como esta redatora que vos fala.

É uma tarefa difícil falar desse jogo sem spoilers, tanto que todas as resenhas sobre ele na internet começam com essa afirmativa. O jogo fala sobre mais um dia de trabalho dos empregados Dr. Neil e Dra. Rosalane pela Sigmund Cop., onde eles vão realizar o desejo de Johnny Wyles. Mas como? A Sigmund Cop contém uma tecnologia que consegue implantar falsas memórias, assim criando uma ilusão de que o desejo, por mais absurdo que seja, deixe uma “memória” de que foi realizado. Para que a pessoa não reconheça que é uma memória artificial, eles adentram nas memórias de seus clientes descobrindo as razões daquele desejo, assim deixam pistas nas memórias importantes para que passem a impressão de que a memória implantada é real.

Porém, esse não é um trabalho tão simples. Infelizmente, o Sr. Wyles não lembra o motivo de seu maior desejo ser ir à lua. O jogo nos leva a ajudar os doutores Neil e Rosalane a encontrar o motivo desse desejo. Essa jornada pelo “o que falta’’ é engraçada, intimista e agridoce, o fim te leva a algumas reflexões importantes sobre a vida.

Mas a jornada dos trabalhadores não acaba por aí, afinal sempre tem mais um boleto para se pagar. Finding Paradise é o segundo jogo da franquia que aborda mais um dia de trabalho do Dr.Neil e da Dra. Rosalane na Sigmund Cop., e já adianto que nesse segundo jogo não tem relação com a história do Sr. Wyles.

O jogo ainda possui referências. A mais forte, é claro, é nome da companhia, lembrando o pai da psicanálise Sigmund Freud, que ao realizar desejos e revistar memórias tem forte ligação com a teoria do psicanalista. O Dr. Neil é o personagem mais engraçado do jogo, em suas falas você consegue encontrar referências desde Dr.Who até How I met your Mother.

Opinião da redação: O jogo vale cada centavo, é um daqueles jogos que você vai lembrar para toda vida, pois quem nunca quis mudar alguma memória ou realizar algum desejo, mesmo que em sonho? A história te envolve, e por ser um jogo relativamente curto, recomendo que você pegue aquele final de semana em que você está desanimado, sente e aproveite a experiência e a reflexão que To the Moon vai te proporcionar.

E assim se encerra nossa semana gamer de julho! O que acharam? Vão adquirir To the Moon? Já jogaram? Conta pra gente nas nossas redes e nos vemos na semana gamer de agosto!

Jeciely I. de Oliveira

Graduada em Letras Português/Inglês, graduanda em Jornalismo. Apaixonada por jogos e literatura. Atualmente professora e coordenadora de comunicação no grupo Sakuras.

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