Ori and The Blind Forest: Uma jornada pela floresta de Nibel

22/04/2021

Imagem: Reprodução/IGN Brasil.

Ori and the Blind Forest é um jogo de aventura e plataforma, estilo metroidvania, desenvolvido pela Moon Studios, lançado para Xbox One e PC em 2015 e para Nintendo Switch em 2019. Em Ori, o jogador controla um guardião espiritual feito de luz que é levado para uma aventura de auto-sacrifício e muitas dificuldades, visto que a floresta de Nibel está morrendo e sendo cercada pela escuridão.

A ideia inicial mostrada é bem simples: luz contra trevas. Mas, conforme vamos avançando na história do jogo, a narrativa nos surpreende e percebemos que as coisas são bem mais complexas do que isso. Ao longo dos acontecimentos, notamos uma certa cautela por parte dos desenvolvedores do game em não revelar grandes respostas, mantendo o suspense sobre as mais diversas perguntas que podemos fazer e contando aos poucos alguns detalhes através de outros espíritos que vivem naquela floresta.

Quando o visual e o sonoro se complementam perfeitamente

 

Dois fatores que agregam muito para a história e jogabilidade de Ori and the Blind Forest são o cenário e a trilha sonora. O grande mapa do jogo pode assustar alguns jogadores, mas conforme você avança e descobre novos lugares, mais recompensante será para os seus olhos e ouvidos.

No game, você enfrenta diversos cenários compostos por elementos da natureza, lidando com fogo, água, terra, vento e muitas outras figuras que complementam o ambiente. E, para complementar a imersão dentro da floresta de Nibel, a trilha engloba na experiência musical tudo o que o jogador está enxergando.

Em ambientes fechados, encontramos um evidente efeito de eco nas vozes que se comunicam conosco. Em situações tensas e agitadas, a música acelera conforme as figuras vão surgindo na tela trazendo aquele nervosismo para a ponta dos dedos. Quando uma parte da floresta é restaurada, temos aquela sensação de calma e paz, salientada ainda mais com as modificações visuais que ocorreram.

Por exemplo, a música “Restoring the Light, Facing the Dark” aparece no primeiro boss do jogo, trazendo tensão à tona e complementando a agitação visual que acontece. Porém, assim que tudo passa, temos “The Waters Cleansed” como trilha da nossa aventura, uma excelente recompensa para o sufoco que passamos.

Essa segunda, por sua vez, trabalha com esse novo ambiente cheio de água. Podemos perceber que os instrumentos imitam o som do coaxar de sapos e, particularmente, lembra-me em alguns aspectos a trilha sonora de “A pequena sereia”.

Imagem: Reprodução/Site oficial.

Cada cenário é único, formado por excelentes elementos visuais e apresenta obstáculos mecânicos que te encantam aos poucos, justamente por estarem muito bem encaixados. Você consegue sentir a partir dessas figuras o sentimento que a floresta quer te passar, ajudando a construir essa narrativa de degradação e restauração.

 

Jogando do seu jeito

Um outro fator positivo de Ori é a árvore de habilidades! O jogo mostra um sistema dividido em três ramos que centraliza a progressão a partir da experiência obtida ao longo da jornada.

Cada um desses ramos (e suas combinações) refletem no seu modo de explorar e jogar. Você pode preferir uma posição mais agressiva, fazendo seu orbe dar mais dano e atacar múltiplos alvos. Ou quem sabe você é aquele jogador que gosta de colecionar itens? A árvore do meio lhe trará uma eficiência maior, mostrando objetos escondidos no mapa. E, caso seu estilo seja mais defensivo, você também tem a opção de gastar menos recursos de mana e vida ou até mesmo fazer com que os seus saves regenerem uma parte desses recursos.

Imagem: Reprodução/Wikia.

Conclusão

Com todos os pontos levantados sobre o jogo, percebemos que esse conjunto de elementos permitem uma experiência e um feedback muito bom dos jogadores, que por muito tempo esperaram por uma sequência.

Ori é um grande exemplo de como executar uma narrativa sutil, mas imersiva, que consegue progredir muito bem e ainda manter uma jogabilidade que se faz à escolha do jogador, permitindo que ele se sinta como uma parte essencial da história

Luiza “Luluzinha”

Estudante de letras português e mono Lulu.

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