Mila - conheça nossas streamers parceiras

21/10/2020

“Não olhe os números. Olhe o engajamento, mas não a quantidade de pessoas que te assistem”

Como nossa segunda streamer parceira entrevistada, trazemos uma amiga de longa data da Sakuras Esports! Diretamente de Goiânia (GO), Mila é surda, fotógrafa profissional e transmite na Twitch há três anos. Vem conhecer um pouco mais da história dela vendo essas perguntinhas que fizemos pra ela!

1. Fale um pouco sobre você! Seu nome, quantos anos você tem, de onde você é, seus hobbies, o que costuma fazer no tempo livre e seus jogos favoritos!

Oi! Meu nome é Mila, sou surda e minha idade é meio secreta (hahaha). Sou de Goiânia/GO. Sou formada em Cinema, fotógrafa profissional, editora de vídeo, manjo um pouquinho de redes sociais e às vezes brinco no design e criação de artes (sou péssima nisso, mas eu adoro). Tenho algumas outras habilidades ótimas que são meus hobbies, por exemplo: dormir muito! Hahaha!

Piadas à parte, hoje em dia eu não tenho muito hobby não porque tento focar em trabalhar sempre. No meu tempo livre, fico vendo lives de amigos, conversando com alguns amigos no Discord, lendo livros e brincando com meu cachorro.

Meus jogos favoritos até o momento são: League of Legends, Teamfights Tactics e Dead by Daylight, que são inclusive os jogos que faço transmissão.

Fora da transmissão, eu amo jogar qualquer coisa tipo Sonic, Alex Kidd e vários outros jogos que eu tinha no meu primeiro videogame (um master system, um videogame meio grandinho). Ainda sobre isso, tem também os joguinhos da Steam… Enfim, gosto bastante de descobrir joguinhos por aí.

2. Como surgiu a sua vontade de se tornar streamer?

Basicamente eu comecei a jogar e estava muito ligada no competitivo, ficava do começo ao fim assistindo todas as transmissões de CBLoL. Até que eu coloquei na minha cabeça que eu poderia ser uma proplayer, e na época eu jogava de ADC. Eu até fiz testes para alguns times, mas a comunicação foi uma bosta porque sou surda hahahah!

Acredito que eu tenha sido descartada porque eu não jogava bem na época, mas eu queria muito. Um dia desses, uma amiga que tinha na época me falou que eu não conseguiria, que é muita pressão pra cima dos proplayers e que eu, com certeza – nas palavras dela -, não ia aguentar. Foi aí que eu vi que talvez eu não pudesse ser proplayer, mas streamer.

Como eu já vivia ativamente nas comunidades de streamers grandes, eu ganhei um certo reconhecimento dentro delas (e também um certo impulso, viviam pedindo uma stream minha) e isso me ajudou muito no começo da stream. Inclusive, a Briny de Laet foi a que mais me ajudou no começo da minha vida como streamer (te amo Rapha, gratidão <3). E logo depois eu entrei como streamer em um time que já tinha bastante reconhecimento no cenário.

Agora tenho 3 anos de Twitch.

3. Acredita que já está no seu lugar almejado? De maneira geral, quais são seus planos para o futuro?

Não. Eu vejo vários streamers que são “pequenos”, mas que conseguem receber com frequência na Twitch, que tem bons números… Eu costumo dizer que aconteceu o inverso comigo em termos de números: bons números no começo e depois caiu. Isso porque eu tive ajuda no começo, entrei em time conhecido e foi ótimo, meus números iam para 15 fácil. Depois de mais ou menos dois anos, meus números começaram a ficar instáveis. Média de 5 a 10, poucos follows por live, e por aí vai. Não que eu queria ser gigante e nem grande, mas pelo menos estável em termos de números.

Muitos streamers começam e ficam desanimados por conta de números pequenos no começo – e inclusive, é a dica que eu mais passo pra geral que quer começar: NÃO OLHE OS NÚMEROS. Olhe o engajamento nas redes sociais, mas não a quantidade de pessoas que te assistem!

Eu poderia aplicar em mim se eu não tivesse sofrido o inverso. E agora estou tendo que lidar com isso, porém, eu tenho uma boa parcela de culpa nisso. Tive algumas paradas no meio desses três anos por vários problemas ou até porque, por exemplo, até um tempo atrás eu estava podendo trabalhar (sou fotógrafa e a pandemia me fez ter que cancelar minha agenda, sem previsão de volta). Então estou na luta com meu canal na Twitch, mais uma vez.

Mas voltando.. Não estou no meu lugar almejado não. Tem muita coisa que eu gostaria em termos de planos, mas se formos falar de stream, eu ainda não estou estável.

4. Há alguns anos atrás, você se veria fazendo o que faz hoje?

Não. Eu comecei a jogar LoL porque eu estava no último ano de faculdade, estressada com TCC e passando por vários perrengues. E decidi que queria um jogo para o meu tempo livre, mas não imaginei que ele me consumiria tanto a ponto de eu mudar alguns planos de trabalho.

O mercado cinematográfico goiano é meio complicado de se inserir, então já no fim da faculdade eu já tinha decidido que queria ficar na fotografia e edição de vídeo. Ainda trabalho com eles, menos por agora por conta da pandemia. Fora que MUITA coisa na minha vida se deve a esse jogo. Muita mesmo. 

5. O que você falaria para uma streamer que está começando agora?

Como eu disse ali em cima, NÃO ligue para os números da sua stream. É claro que eles são importantíssimos, mas eu falo de não ligar no sentido de ter só 2 ou 3 pessoas te vendo. O que importa é o seu esforço nisso, o quanto você vai batalhar pra melhorar isso. Sabe? Interação, conversa e ser honesto SEMPRE.

Faça parcerias, jogue com outro streamer (pequeno ou não), faça contatos.

Um bom equipamento também ajuda muito. Não adianta você fazer stream e seu jogo ficar travando para os espectadores, pois isso espanta ou não é atrativo pra assistir, por exemplo. 

Existem vários pontos e é impossível lembrar de todos, mas a maioria das queixas de streamer pequeno é em relação aos números. 

6. Como se sente sendo uma streamer da Sakuras Esports?

Eu já conhecia as fundadoras bem antes da Sakuras Esports existir e elas são maravilhosas em todo empenho e cuidado que tem pela organização. Já fizemos collab antes e foi muito divertido.

Agora que tenho a oportunidade de estar inserida na organização, eu posso afirmar com todas as palavras do mundo que é muito bom. E olha, já passei por várias (por favor, ênfase no várias) organizações. Teve uma que pouco caso fazia pelos streamers, nem divulgar faziam direito. Eu mal entrei lá e já queria sair. 

As meninas (Moon e Morgana) são muito dedicadas e fazem com muito amor que faz a gente querer ficar cada vez mais na organização. Não é só pelo cuidado que elas tem pelas streamers, mas na organização num todo. A luta pelo espaço feminino, principalmente em não ter vergonha de lutar e brigar por outras meninas.  A staff também está de parabéns. Eu diria que é sensacional.

Você pode acompanhar a Mila pela Twitch: https://twitch.tv/milaayleen

Lana “Juno” Duarte

Diretora de Comunicação da Sakuras Esports, a caminho da formatura em Jornalismo e main Miss Fortune nas horas vagas.

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